Felipe se sente preparado para repetir trajetória de Leandro Castán

O zagueiro Felipe viveu um dia diferente. Já acostumado a críticas dos torcedores do Corinthians, ele marcou um gol de cabeça na vitória por 4 a 0 sobre o Once Caldas, na noite de quarta-feira, e ouviu até o seu nome ser gritado em Itaquera. Nesta quinta-feira, concedeu entrevistas de sorriso aberto, sem precisar rebater qualquer contestação.

“Existe desconfiança de muita gente, mas recebo elogios também. A minha família me transmite força. O grupo do Corinthians me dá tranquilidade desde a minha chegada. Já filtrei várias coisas, fiz correções, fiquei mais experiente e hoje estou preparado”, bradou Felipe, confiante.

Se o jogo contra o Once Caldas não tiver sido uma exceção, Felipe poderá repetir a trajetória de outro zagueiro que era desacreditado no Corinthians. Leandro Castán foi alvo de críticas no início de sua trajetória no clube e demorou a se firmar, mas virou titular sob o comando de Tite e tornou-se um dos destaques na conquista da Copa Libertadores da América de 2012. A ponto de ser convocado para defender a Seleção Brasileira e acabar negociado com a Roma, da Itália.

“O Castán serve de exemplo, sim. Também digo que o Paulinho foi outro que esperou um ano para poder aparecer bem naquela Libertadores”, lembrou Felipe, citando o hoje volante do Tottenham. “Tenho que fazer a minha parte, como eles fizeram. Estou há três anos aqui, e a oportunidade chegou agora. Quero aproveitar.”

Fernando Dantas/Gazeta Press

Felipe sofreu bastante com as críticas, mas passou a vislumbrar um futuro como o de Leandro Castán

A chance apareceu porque o Corinthians foi surpreendido pelo retorno de Anderson Martins para o El Jaish, do Catar. Para solucionar a carência na zaga, a diretoria trouxe às pressas o veterano Edu Dracena do Santos. “Se ele vai jogar ou não, depende do técnico. Não posso afirmar nada. Só penso em fazer a minha parte. Procuro treinar, treinar, treinar, treinar e treinar”, repetiu Felipe.

O zagueiro de 25 anos que veio do Bragantino não tem preparado apenas o seu corpo para deixar Edu Dracena na reserva. A mente também foi treinada para as noites que forem diferentes daquela vivenciada contra o Once Caldas.

“Se acontecer de eu errar, tenho que manter o foco e continuar na partida, fingindo que nada aconteceu. A mesma coisa acontece quando as coisas dão certo. Marquei um gol importantíssimo em uma competição como a Libertadores, quando estávamos com um homem a menos, mas precisava continuar a fazer a minha parte lá atrás”, conscientizou-se o candidato a novo Leandro Castán.

Fonte: Gazeta Esportiva

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