Tite não disfarça o seu nervosismo na véspera do jogo com o São Paulo

Tite gesticulou e gritou bastante com os seus jogadores no último treinamento do Corinthians para o clássico contra o São Paulo. Quando apareceu na sala de imprensa do estádio de Itaquera para conceder entrevistas, já no final da tarde desta terça-feira, o técnico se atrapalhou e deixou cair algumas pastas que trazia consigo antes de reconhecer o seu nervosismo.

“Estão vendo esse copo d’água? É para diminuir a ansiedade, para salivar um pouquinho. Todos nós somos humanos. O envolvimento acontece, a adrenalina vem”, confessou Tite, procurando evitar que o seu sentimento interfira na preparação do Corinthians. “Estou focado no jogo, em fazer um grande papel. Vamos acreditar no nosso trabalho, na competência.”

De fato, mesmo ansioso, o treinador conseguiu ser firme ao falar sobre o planejamento do Corinthians para iniciar a fase de grupos da Copa Libertadores da América. Ele nem sequer se deixou levar por uma marca – a partida do dia seguinte se trata do primeiro Majestoso da história do torneio continental.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Técnico do Corinthians tentou combater a sua ansiedade para o clássico da Libertadores com água

“Historicamente e estatisticamente, isso dá um valor maior ao jogo. Mas, em termos de responsabilidade, de grandeza, de busca pela perfeição, a importância do clássico permanece inalterada”, avisou Tite.

O treinador ainda fez questão de exibir a sua coragem. Ao escutar que já havia superado traumas do passado do Corinthians com o título continental de 2012 e com a obtenção de uma vaga na fase de grupos através da pré-Libertadores, ele bradou: “Não tenho medo de fantasma. Nenhum! Mas nenhum mesmo! Vou repetir: nenhum! Tenho apenas respeito à qualidade real dos adversários. É diferente”.

Já mais tranquilo diante das câmeras de televisão – apesar de admitir que estranhava conceder entrevista coletiva no grandioso auditório de Itaquera –, Tite ainda pediu que os torcedores sigam o seu exemplo e deixem afogar qualquer nervosismo contra o São Paulo. “Eles têm inteligência, e eu peço paciência. Todos estamos vivenciando esse momento. Será uma sintonia de novo de incentivo, de não reclamar da arbitragem e de focar no mais importante, que é a partida”, concluiu o comandante corintiano.

Fonte: Gazeta Esportiva

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