Apesar de necessidade, Tite mantém grande cautela para usar base

Quando o Corinthians tinha um time embalado por títulos em sequência, Tite apontava a dificuldade para aproveitar garotos em uma engrenagem já ajustada – Marquinhos, por exemplo, não tinha o mesmo moral de Wallace. Agora, para o gaúcho, é pelo fato de o time estar em reconstrução que o uso dos jovens fica difícil.

“É saber quando a equipe está ajustada para não queimar o atleta. Se você bota em uma equipe que não está bem ajustada, corre grande risco de não ir bem e queimar o atleta. É o cuidado para o atleta com qualidade poder desempenhar o seu futebol”, comentou o treinador.

Tite usou muito pouco os jogadores promovidos neste ano. Grande nome na conquista da Copa São Paulo, o volante Marciel, por exemplo, ainda não estreou como profissional. Tido em alta conta no clube, o lateral esquerdo Guilherme Arana foi liberado para o Atlético-PR.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Muito elogiado na base, Marciel ainda é só um rosto perdido no meio do elenco profissional do Corinthians

Outro dos destaques no título da Copinha, Matheus Cassini foi vendido ao Palermo sem fazer uma partida sob comando do gaúcho. A ideia é que a história não se repita com Matheus Pereira, de 17 anos, eleito melhor jogador na conquista do Corinthians no Mundial sub-17, no mês passado, na Espanha.

Mesmo assim, o treinador prefere não dizer se os garotos podem ter mais oportunidades. “O pode é hipótese, e hipótese não trabalha. O Marciel está trabalhando há bastante tempo, o Sam já entrou (improvisado, no Campeonato Paulista), o Matheus agora está conosco… O Arana saiu, não sei da possibilidade de retornar.”

Quem retornará na próxima semana é Malcom, a serviço da Seleção Brasileira no Mundial sub-20. Titular com Mano Menezes no ano passado, o atacante perdeu bastante espaço em 2015 e só foi usado por Tite em um momento no qual acabaram as opções de frente. De volta, encontrará novamente um chefe com “muito cuidado” com os garotos.

“Pô, fui lançado com 16 anos, sou um ex-boleiro. Com 20, recebi a braçadeira de capitão. Era um clube que não tem grande expressão aqui, mas, fora do Gre-Nal, o Caxias é grande. Fui professor de educação física, trabalhei com garotos, sei como é. Pesa a camisa do Corinthians, o alambrado treme aqui. Tem que encontrar o momento para lançar”, concluiu o técnico.

Fonte: Gazeta Esportiva

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