Falta de confiança em garoto faz Tite adotar meio-campo ultraofensivo

Habituar Marciel ao estádio de Itaquera foi um dos motivos pelos quais o Corinthians treinou no local na última sexta. Com muitos desfalques no meio-campo, Tite poderia ser obrigado a escalá-lo na partida deste sábado, contra o Figueirense. Pouco afeito ao uso de garotos, preferiu montar um time ultraofensivo e vibrou por poder botar em campo o baleado Bruno Henrique.

Sem Ralf, Elias e Cristian e definitivamente sem Petros, o treinador ainda não sabia se poderia contar com Bruno, em recuperação de lesão no tornozelo. Por isso, houve um revezamento durante o treino com Marciel para o jovem se acostumar à sua eventual função em campo.

Principal destaque na conquista da Copa São Paulo de juniores, o volante de 20 anos ainda não convenceu o chefe a estrear como profissional. Nem sendo um de dois volantes à disposição no elenco. Para não escalá-lo, o técnico vai adotar um 4-3-3 extremamente ofensivo, com dois meias armadores.

Bruno Henrique, que não é cabeça de área, será o único jogador efetivamente marcador no meio-campo. Ele conversou com o fisioterapeuta Bruno Mazziotti após o treino de sexta e se disse pronto para o jogo, mas ainda não tem certeza de que suportará os 90 minutos, motivo pelo qual bastante atenção foi dada a Marciel.

“É importante lançar o menino quando a equipe está montada”, afirmou Cleber Xavier, auxiliar de Tite. “Por estar sem o Cristian, sem o Elias, a gente tem que apressar o processo. O Marciel também não é um primeiro volante, fixo. É um segundo homem de meio, a gente está adaptado para a necessidade de ser usado na partida.”

Divulgação/Agência Corinthians

Marciel é visto como uma joia, mas Tite evita ao máximo colocá-lo em campo (foto: Daniel Augusto Jr.)

Fonte: Gazeta Esportiva

Veja Também