Nervoso, Tite repete que seu time só joga por amor e não tem vagabundo

Torcedores do Corinthians que foram à Vila Belmiro neste sábado voltaram a fazer coro para protestar após a derrota por 1 a 0 para o Santos. Concedendo entrevista no vestiário localizado bem abaixo da arquibancada visitante do estádio, o técnico Tite não conseguiu esconder o seu nervosismo com o momento de turbulência. E voltou a contrapor alguns versos já tradicionais das manifestações dos corintianos.

“Só jogamos por amos ao clube e por nada além disso”, avisou Tite, enquanto alguns torcedores gritavam que o Corinthians “ou joga por amor ou joga por terror”, uma ameaça costumeira.

O que mais incomoda Tite são as suspeitas sobre o profissionalismo do seu elenco. Após as derrotas para o Palmeiras, no Campeonato Paulista, e o paraguaio Guaraní, na Copa Libertadores da América, o técnico já havia se exaltado para advogar em nome dos atletas chamados de “patifes, ociosos e energúmenos”.

“Sou ex-boleiro. Sei que aqui não tem vagabundo, jogador que fica simulando lesão, nada disso. Se houvesse, eu seria o primeiro a dizer, porque sou o responsável”, reforçou, neste fim de semana.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Técnico está abalado pela reformulação forçada que o Corinthians enfrenta no Campeonato Brasileiro

Embora não queira confrontar a diretoria, Tite lembrou que precisa reformular o Corinthians em meio ao Campeonato Brasileiro. O último a sair foi o lateral esquerdo Fábio Santos, e o próximo será o meio-campista Petros. O clube não tem condições de fazer grandes investimentos para repor as perdas.

“Não é desculpa, absolutamente. Não estamos fugindo da responsabilidade. Mas, para construir uma equipe, tal qual quando tivemos grandes glórias, precisamos de tempo. A camisa do Corinthians pesa. Então, não dá para cobrar já de um Mendoza. O torcedor precisa ter essa compreensão”, pediu.

Tite já se mostrou compreensivo com o presidente Roberto de Andrade. “Toda a diretoria gostaria de manter os atletas aqui. Mas, se o Corinthians não tem a grana para pagar, vai fazer o quê?”, aceitou o técnico.

Fonte: Gazeta Esportiva

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