Com “dignidade e prestígio”, Amarilla é liberado para voltar a apitar

Suspenso desde que escutas telefônicas colocaram em suspeita sua escalação em partida da Copa Libertadores de 2013, entre Corinthians e Boca Juniors, Carlos Amarilla foi liberado para apitar. A Associação Paraguaia de Futebol (APF) comunicou que o árbitro e seus assistentes naquele jogo poderão voltar a atuar no Campeonato Paraguaio.

“A Associação Paraguaia de Futebol e a Comissão de Árbitros reitera a confiança na honorabilidade e na trajetória dos árbitros mencionados, dignidade e prestígio que não foram afetados pela determinação administrativa anterior”, diz o comunicado divulgado pela federação.

Auxiliado por Rodney Aquino e Carlos Cáceres, Amarilla teve participação decisiva nas oitavas de final da Libertadores, há dois anos, anulando dois gols do Corinthians por impedimentos inexistentes e deixando de marcar dois pênaltis pedidos pelos alvinegros. Com o empate por 1 a 1 no Pacaembu, o Boca Juniors avançou na competição.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Amarilla revoltou os corintianos com sua atuação nas oitavas de final da Copa Libertadores de 2013

Na esteira das investigações sobre corrupção no futebol, surgiu no mês passado um telefonema no qual Julio Grondona – presidente por décadas da Associação do Futebol Argentino (AFA), morto no ano passado – aponta o paraguaio como “maior reforço do Boca”. Na mesma ligação, Abel Gnecco, representante argentino na arbitragem da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), gaba-se de ter forçado a escalação do juiz.

Mesmo negando ter errado propositalmente e dizendo que “o futebol é um esporte de seres humanos”, Amarilla estava suspenso desde que as escutas foram divulgadas. Menos de 20 dias depois, sua “honorabilidade” voltou a ser inquestionável para a federação que dirige o futebol paraguaio.

Fonte: Gazeta Esportiva

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