No clube do coração, Rildo recorda tênis quase perdido no Pacaembu

Rildo exibiu orgulhosamente o símbolo do Corinthians no peito antes de falar pela primeira vez como jogador do clube. Ao comemorar a “oportunidade da vida”, ele disse que boa parte de seus parentes é alvinegra e recordou um episódio no Pacaembu para mostrar que é da porção preta e branca da família.

“Bom, vou falar um negócio para vocês. Tem um jogo em 2004, Corinthians e Goiás, com um gol do Fábio Baiano”, preambulou o atacante, referindo-se ao triunfo dos donos da casa por 1 a 0. O autor do gol estava machucado e, arrastando-se em campo, definiu o jogo aos 43 minutos do segundo tempo. Tite era o técnico.

“Se você pegar a imagem atrás do gol, no portão de entrada, eu estava lá. Na hora em que o Fábio Baiano fez o gol, eu estava com o tênis desamarrado. Fui chutar para gritar gol, o tênis caiu dentro do campo. Tive que esperar o jogo acabar para o guardinha pegar o tênis e eu não pegar o metrô descalço”, contou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O atacante Rildo assinou contrato até dezembro de 2016 com o clube que acompanhava da arquibancada

Com a experiência da arquibancada e do alambrado, Rildo chamou a torcida corintiana de “maravilhosa”. A Fiel é mais um motivo que o leva a crer na possibilidade aproveitar a segunda oportunidade em um clube de maior expressão. No Santos, no ano passado, ele não durou.

“Acho que não é uma segunda chance, não. É uma grande chance que estão me dando de vestir esta grande camisa”, comentou o atleta de 26 anos, repetindo a palavra “trabalho” muitas vezes. “A torcida pede vontade e raça. Tenho certeza de que isso não vai faltar.”

Essa exigência de dedicação não virá apenas das arquibancadas que Rildo se acostumou a frequentar. Descalço ou não, ele ouvirá broncas ao voltar de uma partida na qual não foi bem. “Estou realizando um sonho meu e da minha família. A cobrança já começa de casa”, sorriu o corintiano.

Fonte: Gazeta Esportiva

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