Andrés prevê queda de Del Nero até dezembro e não se diz candidato -Gazeta Esportiva.net

Conhecido opositor da cúpula da CBF desde sua saída em 2012, Andrés Sanchez, atual superintendente de futebol do Corinthians, acredita que Marco Polo Del Nero não resistirá às pressões sob sua imagem e deixará o cargo até dezembro. Apesar de reprovar uma série de atitudes do atual mandatário, Andrés não se vê como candidato às eleições de 2018.

“Acho que o outro aí (Del Nero) não dura nem até o final do ano. Começa esses rolos com grandes empresas no futebol e a situação é dura, é muito ruim para o futebol. Se tivermos mais um presidente destituído será uma crise total”, reconheceu. “Sou oposição a muitas das coisas que ele faz, mas ele sair da CBF é péssimo para o futebol”, completou, em entrevista à ESPN Brasil na manhã desta sexta.

Admitindo que a relação com a principal entidade do futebol brasileiro está “pior do que antes”, Andrés Sanchez pontuou algumas atitudes das quais discorda, como as ausências mal explicadas aos eventos da Fifa. “Como pode o presidente da CBF não viajar à Copa América, não ir em uma apresentação na Fifa… Não tem cabimento o Brasil não ser representado, a não ser que seja em um caso de doença”, falou, completando em sequência.

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Andrés vê como “péssima” segunda destituição de cargo seguida na CBF (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

“Um presidente não pode ficar tão acuado como ele está, e não representar o futebol brasileiro nos lugares onde ele tem que estar”, condenou. “O grupo de oposição cresce cada dia mais, mas ainda não sei se sou candidato. As eleições são só em 2018, tem um grupo aí de oposição para definir quem será o candidato, mas ainda temos três anos pela frente”, acrescentou o dirigente, deixando escapar um sorriso.

De acordo com o estatuto que rege a entidade máxima do futebol brasileiro, caso Del Nero abra mão de exercer seu mandato até o fim, o membro mais antigo do conselho assume imediatamente, no caso, Delfim Peixoto – atual mandatário da Federação Catarinense e principal incentivador para o prédio da CBF se chamar José Maria Marin.

“Tentaram fazer um movimento para mudar o estatuto e não passou. Sou contra quebrar o estatuto. Se o Delfim não serve, quem serviria? Tudo tem que ser feito conforme o estatuto permite”, garante Andrés, que admitiu ter deixado seu cargo na Seleção em 2012 ao não ser avisado sobre a intenção de efetivar Luiz Felipe Scolari no cargo que era de Mano Menezes.

Fonte: Gazeta Esportiva

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