Goleiro corintiano vê falta de raça como decisiva para o fracasso de Pato

Cássio passou boa parte de sua entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira, lamentando as várias baixas que o elenco do Corinthians sofreu em 2016 – entre os titulares, saíram o zagueiro Gil, o volante Ralf, os meias Jadson e Renato Augusto e o centroavante Vagner Love. O atacante Alexandre Pato, no entanto, não era considerado um reforço pelo goleiro.

“Não que o Pato não sirva para o Corinthians, mas ele não conseguiu mostrar o estilo do Corinthians. Um atacante que não dá carrinho – não digo que não marque –, que não tem raça, que não sai exausto de campo… É difícil. Aqui, no Corinthians, tem que ser assim. Quem fez isso teve muito sucesso no Corinthians. Podem ver o Paolo (Guerrero) e o Love”, exemplificou Cássio.

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Pato foi embora para a Inglaterra e não deixou saudades no CT Joaquim Grava (foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)

A exemplo do que fizeram os mais raçudos dos seus ídolos, o Corinthians se empenhou bastante para vender Alexandre Pato no início deste ano. O máximo que conseguiu foi emprestá-lo por seis meses e sem custos para o Chelsea, da Inglaterra, ciente da possibilidade de perder o atacante de mais de R$ 40 milhões de graça em dezembro. Havia ainda propostas da China por ele, que rejeitou o mercado asiático.

Não foi apenas a falta de raça, contudo, que colaborou para Alexandre Pato virar um problema para o Corinthians. O próprio Cássio aumentou a lista de pecados cometidos no clube do Parque São Jorge: “De repente, o pênalti (com cavadinha diante do goleiro Dida, então no Grêmio, sacramentando a eliminação na Copa do Brasil de 2013) ficou muito marcado. Depois, ele foi emprestado para um rival (São Paulo). Aí, fez algumas publicações em redes sociais, que acontecem, manifestando-se até em jogos contra nós”.

Apesar de entender bem os motivos para Pato cair em desgraça no Corinthians, Cássio fez questão de ressalvar que também compreendia o lado do ex-companheiro. O goleiro assegurou que ambos mantinham boa relação quando conviviam no CT Joaquim Grava.

“Eu me dou muito bem com ele. Conversamos bastante. Da negociação, só sabia pelos boatos que saem na imprensa, até porque é difícil perguntar. Se for concretizada – e, pelo que vi, ele já até viajou –, que seja feliz”, desejou Cássio, sem responder se Alexandre Pato poderia ser útil ao desfalcado Corinthians de 2016. “É difícil opinar. Ele não fez nenhum trabalho com a equipe. É claro que tem qualidade, todo o mundo sabe disso e não pode questionar. Fez um ano bom no São Paulo. É um cara muito qualificado”, elogiou.


Fonte: Gazeta Esportiva

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