Dirigentes acompanham Tite para reclamar de arbitragem em entrevista

Na protocolar entrevista de cada técnico após as partidas da Copa Libertadores, o técnico geralmente é acompanhado pelo capitão ou por um jogador que se destacou. No Defensores del Chaco, quem esteve ao lado de Tite comentando a derrota por 3 a 2 do Corinthians para o Cerro Porteño foram dirigentes.

O motivo foi a atuação do árbitro peruano Diego Haro, que mostrou um rigor muito maior com os visitantes em Assunção. Ele expulsou André por duas disputas com a bola no alto e mostrou também o cartão vermelho a Rodriguinho – um amarelo por reclamação, outro por carrinho.

“O professor se posicionou sobre a parte técnica, falando do jogo. Eu e o Eduardo Ferreira, diretor de futebol, vamos falar da expulsão do André. Ali, houve uma mudança radical. Existe uma leitura muito clara dos dois cartões”, disse o ex-jogador Alessandro, coordenador técnico.

“No primeiro, ele estende o braço e busca um apoio, não faz um gesto mais agressivo. No segundo, é a mesma coisa. Foi um chute normal, um lance que acontece até mais durante a primeira partida. A primeira expulsão mudou radicalmente a direção do jogo. Isso prejudica e muito em um jogo como esse”, acrescentou.

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O peruano Diego Haro foi muito mais rigoroso com os atletas do Corinthians (foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

André foi excluído da partida aos seis minutos do segundo tempo, três após o gol do Cerro que deixou o placar apontando 1 a 1. Depois de repetir que o atacante “usou um gesto completamente técnico, sem nada de agressividade”, Alessandro passou a palavra ao diretor Eduardo Ferreira.

“Só queria deixar registrado que o Corinthians é dos que mais ajudam a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) em organização, trabalho. Faz dez anos que o Corinthians é elogiado dentro e fora de campo, pela qualidade de prestar serviço e ajudar na parte organizacional”, afirmou Ferreira.

“Vamos tomar cuidado. O árbitro tem que ter o mesmo critério para todos os lados. Os cartões foram dados de um modo que não seguiram critério. Você via jogadores do Cerro não levando cartões em lances parecidos. Então, a gente pede à Conmebol para ter esse cuidado, de não ter dois pesos e duas medidas. Só isso eu peço”, concluiu o diretor.

Terminadas as reivindicações dos dirigentes, Tite disse, bem à sua maneira, que elas não tinham o intuito de lhe eximir da responsabilidade pela derrota – embora tenha visto uma “grande atuação” de seu time antes das expulsões. Cansaço não foi o problema, já que mais de meio time foi poupado na derrota para o Santos, no último domingo.

“Cometemos também os nossos erros. Quando a direção coloca outros aspectos, ninguém está fugindo do fato de que estamos buscando uma qualificação, um melhor momento, e queremos crescer. Tudo isso é verdade”, comentou o gaúcho, antes da conclusão. “Tudo isso é verdade, junto com os fatores colocados pelo Eduardo e pelo Alessandro. A palavra deles é a minha e é a dos atletas.”


Fonte: Gazeta Esportiva

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