Dorival vê estrutura do CT defasada e cita Corinthians como exemplo

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Dorival Júnior vai à Europa com frequência e conhece os centro de treinamentos de grandes potências do futebol (Foto: Ivan Storti)

Nos últimos anos, o Santos se dividiu entre sucesso nos Estaduais e fracassos em competições nacionais. Enquanto chegou às últimas sete finais e levou quatro títulos do Paulista, não passou de um sétimo lugar no Brasileiro de 2008 para cá e conquistou uma única Copa do Brasil, em 2010. A Libertadores veio em 2011, mas, há quatro anos o clube sequer consegue vaga para disputar o torneio continental. Ano passado, com Dorival Júnior no comando da equipe, o Peixe acabou com um jejum de cinco anos e voltou a figurar no G4 do Brasileiro e ficou com o vice na Copa do Brasil. E, para o treinador, o Peixe precisa se espelhar em outras potências do futebol brasileiro e investir pesado em estrutura para se tornar ‘figura carimbada’ entre os melhores.

“É só pegar as últimas equipes que conquistaram em sequência, São Paulo, Cruzeiro, Corinthians. Mais que isso, essas equipes estão se preparando internamente. Corinthians tem um CT, desenvolveu um CT maravilhoso, muito bem aparelhado, não economiza em tecnologia. Fora (do país) não se economiza”, explicou o treinador, admitindo que o CT Rei Pelé não oferece hoje a estrutura ideal para o clube.

“Ficamos muito atrás de um modo geral, nós sul-americanos. Dependemos das qualidades individuais, perdemos laço, grupo, ao longo dos anos. Algumas equipes se preocuparam muito com isso e darão um salto de qualidade. Não podemos ficar atrás de maneira nenhuma. O Santos tem material humano, pessoal de retaguarda no CT. Tem profissionais muito preparados, e isso tem sustentado a equipe”.

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Dorival ressaltou o trabalho dos profissionais que dão apoio a comissão técnica (Foto: Ricardo Saibum)

A esperança de Dorival Júnior é que, segundo o técnico, a atual diretoria alvinegra se mostra preocupada e interessada em investir no CT Rei Pelé, que foi inaugurado em 1º de outubro de 2005 e conta com um hotel com 28 suítes, salão de jogos, auditório, refeitório e o CEPRAF (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol), inaugurado em 15 de janeiro de 2007.

“Estamos começando a investir agora. O presidente Modesto está interessado em mudar esse perfil. Acompanhamos a chegada da diretoria, as dificuldades, ainda tentam pôr a casa em ordem. Vão começar a investir para tirar a defasagem, que é clara. Compensamos isso com material humano, de trabalho, profissionais muito capacitados, que ajudam bastante”, contou Dorival, citando praticamente todas as áreas quando questionado sobre em que o clube precisa melhorar.

“Fisiologia, fisioterapia, acessórios para desenvolvimento, observações de atletas dentro e fora (de campo). Isso tudo demanda tempo, organização, aparelhos. Investimento pesado. Monitoramento dos treinos. Pirata (responsável pelos vídeos) trabalha em cima da nossa laje para analisarmos os trabalhos”.

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A atual academia do CT Rei Pelé sequer suporta todo o elenco do Peixe (Foto: Ricardo Saibun)

Manutenção da comissão técnica
O segundo fator abordado por Dorival Júnior para o Santos se colocar de vez como time de ponta no país ano após ano é a manutenção de uma comissão técnico ou um planejamento de poucas trocas a longo prazo. Mas, nem mesmo depois de ouvir do presidente Modesto Roma Jr que será o treinador do Peixe até o fim da gestão do dirigente, Dorival se empolgou.

“No Futebol isso é utopia. É resultado de quarta e domingo. Vou terminar minha carreira e não vai mudar muita coisa”, retrucou, conformado. “Qualquer coisa que eu fale vou defender em causa própria, e não gosto de fazer isso. As pessoas têm que tomar como referência os que vencem e como vencem”, apontou, mais uma vez citando a equipe de Parque São Jorge, que teve apenas três técnicos nos últimos nove anos (Mano Menezes, Adílson Batista e Tite), sendo que apenas Adílson saiu por demissão.

“Nos últimos sete, oito anos, o investimento da estrutura física foi muito pequeno. Estamos atrás de equipes, que estão lá na frente. O resultado vem do trabalho, da preparação, criando uma base. E, no futebol brasileiro, algumas equipes estão bem à frente, já com trabalho preparado há anos. Por isso a maior possibilidade de chegarem”, concluiu Dorival Júnior.


Fonte: Gazeta Esportiva

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