Elogiado por Tite, Cássio vê Júlio César como maior concorrente na história

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Goleiro corintiano retorna ao time titular após dois jogos de ausência devido a uma lesão na coxa esquerda (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O goleiro Cássio teve o seu retorno ao Corinthians confirmado após o treino da tarde de terça-feira e vai encarar o Independiente Santa Fe, nesta quarta, para deleite do técnico Tite. Eleito pelo treinador como melhor goleiro com quem o multicampeão trabalhou e contente pelo retorno, o arqueiro elogiou as apresentações de Matheus Vidotto na sua ausência, mas foi bastante sincero ao tratar da concorrência pela titularidade no clube. Para ele, a grande ameça ao seu posto era Júlio César, que se transferiu para o Náutico no ano retrasado.

“Eu não posso falar pelo clube, não tenho essa dimensão. Mas posso falar por mim, foi o melhor goleiro com que trabalhei”, cravou o treinador, que sentou-se ao lado do camisa 12 para dar sua tradicional entrevista coletiva pré-jogo, recebendo um sorriso de felicidade do arqueiro e outro elogio de volta. “É um paizão mesmo. É certamente o melhor treinador que eu tive”, reconheceu Cássio.

O ídolo da Fiel, por sinal, não mostrou qualquer incômodo para tratar das suas habilidades. Mostrando bastante confiança e se policiando para não soar arrogante, ele indicou que não vê a sua posição de titular ameaçada tanto por Matheus quanto por Walter, ambos bastante elogiados sempre que têm de substituí-lo. Para ele, quem esteve mais perto de tomar seu posto foi Júlio César, justamente o atleta de quem ele “roubou” a titularidade em 2012.

“Sem ser arrogante, acho que é natural essa disputa, cada um busca o seu espaço. Mas, na minha opinião, meu maior concorrente que tive aqui foi o Júlio César. Eu tinha um respeito muito grande por ele, é um goleiro que foi campeão em 2011, muito difícil substituí-lo”, analisou Cássio.

“Matheus é muito bom, sempre falei isso, Walter também. Mas não sinto pressão por ele ter ido bem. De repente os pontos que o Walter jogou ano passado foram decisivos para ser campeão. Quando eu jogar vou fazer o meu melhor e eles também”, assegurou.

O dono da meta corintiana também fez questão de garantir que está 100% recuperado de um estiramento muscular na perna esquerda, que o tirou das duas últimas partidas. Colocando-se à disposição para bater os tiros de meta sem qualquer problema, ele fez um exercício de imaginação ao comentar como seria dar dicas aos reservas caso não pudesse atuar pela Libertadores, fato que o lembrou de sua estreia pelo torneio, contra o Emelec, no duelo de ida das oitavas de final da edição de 2012.

“É diferente jogar uma Libertadores, eu quando joguei me deu um nervosismo maior. Me lembro lá no Emelec, fiquei tenso. Quando entra para aquecer, você já entra no jogo. Lá no Emelec, o estádio é parecido com o do Santos, consegui me adaptar rapidamente. Nesses últimos jogos, Não podia jogar, o Walter também não, Matheus entrou e foi bem. Acho que ele se sairia bem na Libertadores também, sim”, encerrou.


Fonte: Gazeta Esportiva

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