Rivais creem que agressão a chefe da Gaviões não partiu de organizadas

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Com data marcada para encerrar as discussões no mês de maio, a CPI das Torcidas Organizadas recebeu, em reunião extraordinária nesta quinta-feira, na Câmara Municipal de São Paulo, os presidentes das principais torcidas organizadas dos quatro grandes clubes da Capital paulista.

A principal discussão girou em torno da agressão ao presidente da Gaviões da Fiel, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, e, diante disso, a ideia foi comum: a emboscada que quebrou os dois braços de Diguinho, no início do mês, não partiu de nenhuma organizada.

O argumento foi sustentado pelo próprio presidente da Gaviões, que junto com o secretário Cristiano Simões, foi alvo de uma agressão covarde no estacionamento de um supermercado, após sair de uma reunião no Fórum da Barra Funda.

“Não acredito que tenha sido nenhuma torcida. Não é uma prática de torcida, ainda mais em frente ao fórum. Eu tinha acabado de sair de uma reunião, que eu inclusive achei estranha, foi uma reunião que não teve muito assunto. Na saída fomos agredidos pelas costas, não consegui ver ninguém. Não tive chance de reação, não consegui ver o que aconteceu”, comentou Diguinho.

A reunião a qual o presidente da Gaviões da Fiel se referiu aconteceu na Barra Funda, em 2 de março, sob a supervisão do promotor Paulo Castilho. Na oportunidade, líderes das torcidas de Corinthians, Palmeiras e São Paulo se reuniram para discutir sobre aspectos de seguranças nas partidas.

Membros da Independente e da Mancha Verde – torcidas cuja autoria do atentado chegou a ser atribuída com base em áudios de internet e conversas montadas – chegaram a permanecer no Fórum para discutir questões de deslocamento das torcidas visando o clássico que aconteceria no fim de semana seguinte.

O argumento foi utilizado por Jânio de Carvalho, presidente de honra da Mancha, e Danilo Zamboni, fundador da Independente, como forma de desvincular as torcidas rivais do caso de agressão, que segue investigado pela Polícia Civil.

“Ele (Paulo Castilho) marcou uma reunião que não foi pedida por nenhuma torcida, diferente do que ele estava dizendo. Foi um discurso estranho, ainda mais em um começo de ano, quando a rivalidade ainda nem está pegando. Ficou difícil culpar alguém pelo que aconteceu porque as torcidas de Palmeiras e São Paulo estavam lá no dia”, declarou Jânio, comentando os manifestos recentes da Gaviões contra o escândalo das merendas e o preço dos ingressos.

Envolvido com questões de torcida há, pelo menos, 20 anos, Danilo Zamboni, da Independente, observou com estranheza as circunstâncias da agressão. Em pleno horário de almoço, no estacionamento de um supermercado, em frente ao Fórum da Barra Funda, não seria qualquer um que colocaria tudo a perder.

“Foi uma coisa sem pé nem cabeça, não partiu de organizada. Existiu alguns áudios que indicavam nosso presidente como o agressor, mas isso não tem possibilidade alguma. Foi um ato covarde e que foge da ideologia das torcidas. Não compactuamos com isso. Isso tem que ser apurado, os verdadeiros agressores devem ser responsabilizados. A pessoa que fez isso deve ter o conhecimento do modus operandi”, opinou.

Presidindo as discussões na CPI desde 2015, o vereador Laércio Benko (PHS) se mostrou inclinado a ficar a par da investigação, pedindo uma cópia do inquérito da Polícia Civil para arquivamento pela comissão parlamentar.

*especial para Gazeta Esportiva


Fonte: Gazeta Esportiva

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