Tite descarta retranca rival e vê jogo como “mais um” na busca por melhora

00847837 Tite descarta retranca rival e vê jogo como “mais um” na busca por melhora
 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Corinthians faz um bom início de ano, não perdeu no Campeonato Paulista e ainda conseguiu uma vitória fora de casa em seu primeiro jogo pela Libertadores da América. Dentro do clube, porém, muitos consideram o jogo desta quarta-feira, contra o Independiente Santa Fe, em Itaquera, o duelo mais difícil da trajetória inicial. Menos o técnico Tite, que faz questão de desmistificar a importância do embate contra os colombianos para o restante do ano.

“Não acho que seja um marco. É uma sequência de jogos, se fosse assim seria o Shakhtar, na pré-temporada, ganhamos e mudaríamos. Poderia ser o São Paulo, mas não é também. É a sequência. Queria que o torcedor entendesse essas oscilações. Que ajude no momento difícil. Essa equipe vai precisar tempo para que ela possa crescer e estamos acelerando isso”, comentou o treinador, sem deixar de reconhecer que a preparação para a partida foi feita de forma diferente.

“A adrenalina fica a milhão. Você vai para o trabalho tático já acelerado, tem todo um clima diferente, pelo menos para mim. Eu já fico pensando em como vai ser lá dentro, é uma competição mais curta, com duelos eliminatórios. É diferente de campeonato de ida e volta, tempo maior”, disse o alvinegro.

Para ele, no entanto, não será um duelo “típico” de Libertadores, competição em que a raça tende a ser muito mais exaltada do que a qualidade técnica. Para ele, os colombianos, campeões da Sul-Americana em 2015, vêm ao Brasil para jogar bola e não ficar apenas se defendendo.

“Uma equipe que se mantém quatro anos em alta não abre mão de jogar com qualidade. Uma equipe que mantém a sua base e vai vir para jogar, tocar bola. Temos de manter o nível técnico, fisicamente descansado, mentalmente ser uma equipe forte. Isso tudo de forma equilibrada”, assegurou, discordando inclusive das avaliações que tratam o torneio continental como uma “guerra dentro de campo”.

“Libertadores não é catimba, porrada, as pessoas criam algumas verdades que eu não enxergo. Libertadores é pressão psicológica, mas em 2012 fomos a equipe mais disciplinada do torneio e saímos campeões. Futebol é isso aí. Não tem nada diferente de jogar contra o Flamengo, Grêmio”, analisou.

Para Tite, a posse de bola será bastante dividida no embate. Além de acreditar que a proposta de jogo do Santa Fe pode empurrar o Corinthians para trás, ele aparentou ter uma epifania ao dividir os méritos da idolatria da Fiel com os seus comandados. Com isso, afirmou que será difícil repetir o mesmo futebol apresentado em 2015, pelo menos nas primeiras “pedreiras” da temporada.

“Entendo como uma gratidão do torcedor por mim, assim como eu tenho uma gratidão pelo clube. Mas, volto a repetir, é um trabalho da equipe. Todos nós participamos, tinha o Cássio, o Danilo, o Elias… caramba nós mexemos bastante na equipe (risos). Acho que isso só prova que precisa haver paciência. Não vamos pular etapas, vamos apenas acelerá-las”, concluiu o comandante.


Fonte: Gazeta Esportiva

Veja Também